A
chegada dos Europeus
O Charruas era os únicos habitantes da região
à chegada dos Europeus. Trata-se de um pequeno tribo
afastado pelos guaranís. Os Espanhóis descobriram
esta zona em 1516, mas a ausência de ouro e de dinheiro,
combinado à forte resistência do Charruas dissuadiu
os Europeus instalar-se durante o XVIe e o XVIIe século.
Os Espanhóis introduziram o gado no Uruguai e desenvolveram
assim a economia da região.
XVIII
e o XIXe século
Mais, atrasado, os Espanhóis aumentaram a sua presença
para limitar a expansão dos Portugueses instalados
no Brasil. Assim, os Espanhóis fundaram Montevideu
ao XVIIIe século para colocar o seu exército.
O porto natural de Montevideu termina por concurencer o comércio
de Buenos Aires. O início do XIXe século foi
marcado por lutas entre os Britânicos, Portugueses e
Espanhóis para a dominação de uma zona
que estende-se pelo Uruguai e uma parte da Argentina e o Brasil.
José
Gervasio Artigas lançou uma revolta contra os Espanhóis.
Este levantamento permitiu caçar os Espanhóis
e Artigas tornou-se um herói para o Uruguai. Portugal
anexou em 1821 o território que tornar-se-á
o actual Uruguai integrando-o no Brasil. Revoltas sem sucessos
estoiraram em 1821 e 1823. O 25 de Agosto de 1825, a província
do Uruguai declarou a sua independência do Brasil, mas
queria no entanto juntar-se à Argentina formando uma
federação regional. Esta união entre
a Argentina e o Uruguai permitiu vencer o Brasil na sequência
de três anos de guerra.
O tratado
de Montivideo, que foi assinado em 1828 e aprovado pelo Reino
Unido, deu nascimento no Uruguai como país independente
e soberano. A primeira constituição foi adoptada
o 18 de Julho de 1830. Durante os 70 anos seguintes, o Uruguai
conhecerá numerosos conflitos com os países
vizinhos. Ao mesmo momento, muitos imigrantes, sobretudo dos
Europeus virão instalar-se no Uruguai.
O XXe
século e o início do XXIe
José Batlle Ordoñez, presidente entre 1903 e
1907, seguidamente entre 1911 e 1915, estabelece as bases
da organização política actual, graças
numerosas às reformas políticas, sociais e económicas
que levou a efeito. Os presidentes que sucederam-lhe continuaram
algumas destas reformas.
O país
atravessou graves problemas económicos, sociais e políticos
a partir de 1966 que efectuaram à inserção
de alterações na Constituição
que será adoptada em 1967. Em 1973, a situação
tinha agravado em relação a 1966: os militares
decidiram fechar o Congresso e apreender-se do poder. Redigiram
uma nova Constituição, mas os cidadãos
rejeitaram-o aquando do referendo organizado em Novembro de
1980.
Após
este malogro, os militares anunciaram um programa para tornar
o poder às autoridades civis. Eleições
foram organizadas em 1984: Julio María Sanguinetti,
chefe de fila do Partido o Colorado, ganhou as eleições
e tornou-se presidente entre 1985 e 1990.
Em 1989,
foi brilha Alberto Lacalle do Partido nacional que ganhou
mais de sufrágios. Ocupou a presidência entre
1990 e 1995. Sob o seu mandato, o Uruguai entrou no Mercosul,
uma aliança económica com os seus países
vizinhos.
Em 1994,
Julio María Sanguinetti saiu de novo em cabeça
das eleições presidenciais. O seu segundo mandato
começou em 1995 e terminou em Março de 2000.
Jorge
Batlle tornou-se presidente do Uruguai 1 Março de 2000
para um mandato de 5 anos.